A briga pela atenção e a nova adaptação no mundo para as diferentes gerações no olhar do Prof. Dado Schneider
23 de setembro de 2026 - Notícias
Dado Schneider voltou de férias da Coreia do Sul essa semana, e claro, ele não foi lá só para descansar. Prof. Dado trouxe algumas confirmações da tese que defende há 30 anos.
Ele descreve Seul como uma cidade que “deixa a gente zonza”: painel de LED, vídeo, pôster, letreiro luminoso, tudo brigando pela sua atenção ao mesmo tempo, em cada esquina. Excesso de informação faz parte do dia a dia, se tornando algo natural e cultural.
Outro detalhe interessante: a cidade colocou semáforos no chão. Literalmente. Como há muitas pessoas olhando para o chão, o sistema foi criado para alertar os chamados “smombies” (união de smartphone e zombie), que caminham olhando fixamente para a tela do celular. Uma geração anda com os olhos no celular, não mais no trânsito à frente, então, se o sinal está na altura dos olhos de quem olha pra cima, ele simplesmente não existe. A infraestrutura urbana teve que descer até onde a atenção das pessoas realmente está.

Isso é mais do que apenas uma curiosidade. É a prova concreta de algo que o Prof. Dado já vinha dizendo sobre a geração que está crescendo agora: “crianças não olham mais para humanos.” Em Seul, elas também não olham mais pra cima.
O que isso tem a ver com sua empresa?
Se uma cidade inteira precisa redesenhar a própria infraestrutura para captar a atenção de quem está olhando pro celular, talvez sua empresa também precise redesenhar algumas ações para conquistar a harmonia entre gerações.
O raciocínio de Dado Schneider sobre o mundo corporativo segue a mesma lógica do semáforo: “empresas vão ter que ser babá de adulto” se continuarem esperando que autonomia, foco e hierarquia funcionem do jeito que funcionavam há 20 anos. A geração nova é mais difícil? Não. Ela simplesmente não reconhece mais os mesmos sinais de autoridade que funcionavam antes. Cargo, tempo de casa, título na porta da sala: sinais que antes bastavam, hoje precisam ser reconstruídos em outra linguagem.
A virada que ele descreve é literal: século XX era vertical, século XXI é horizontal. A autoridade que antes vinha de cima para baixo agora precisa ser construída na altura dos olhos de quem você quer alcançar, assim como o semáforo de Seul.
Fazendo um paralelo com os semáforos de calçada de Seul, talvez o desafio não seja fazer a nova geração “levantar os olhos”, é aceitar que a atenção mudou de lugar, e que cabe a nós fazer as gerações se entenderem, pois como ja diria o próprio Prof. Dado “A gente vai ter que se entender”.
Leve essa provocação para dentro da sua empresa.
Conheça mais sobre Dado Schneider na página oficial de palestrante.
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